Vive tua vida como gostarias que os outros vivessem as deles

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  2. Vive tua vida como gostarias que os outros vivessem as deles

Eu estava escrevendo um post em outro blog meu. Precisamente, reclamava da maneira como algumas pessoas vivem suas vidas, e o quanto as escolhas alheias as incomodam (por mais que a maioria das pessoas se recuse a aceitar que tudo é questão de escolha, mesmo que nos falte memória às vezes — ou sempre).

Então lembrei que alguém comentou no Facebook outro dia, naquelas mensagens tipo autoajuda que o povo adora compartilhar, justamente a frase que dá título a este texto: “vive tua vida como gostarias que os outros vivessem as deles”.

De fato, o conselho é válido, inclusive do ponto de vista do ego. Afinal de contas, se todo mundo se comportasse da maneira que acha correta, se todos procedessem conforme esperam que os outros o fizessem, o mundo seria um lugar bem melhor de se viver: haveria muito mais tolerância, muito mais respeito, muito mais solidariedade, honestidade e todas as virtudes mais que a gente espera encontrar nos outros.

Porém, além de ter o poder de tornar o mundo um lugar melhor de se viver, esta frase pode suscitar uma outra reflexão, a um estudante d’UCEM atento às oportunidades novinhas em folha que surgem a cada instante.

Quando o sujeito realmente assimila a consciência de que nada que é real pode ser ameaçado consequentemente para de ter medo do que os outros possam fazer contra ele. A certeza de que a “realidade” é apenas um sonho, e que Aquele que sonha nada pode ser que não o próprio Filho de Deus, dá ao vivente a tranquilidade para praticar o perdão, não porque isto seja bom para si ou para o outro, mas sim porque o perdão é a única coisa lógica a se fazer.

Aí, quando a pessoa passa a morar aí, nesta certeza, ele passa a viver a vida que gostaria que os outros vivessem, porque nenhuma outra mais faria sentido.