Perca o Medo de Decidir

  1. Acordar para J
  2. Perca o Medo de Decidir

Meu mestre escreveu vários livros sobre autoconhecimento, filosofia, cibernética e de outras áreas do conhecimento. Alguns talvez não sejam “acessíveis” ao leitor mediano (não o são para diversos dos seus discípulos — eu incluído e principalmente); entretanto, quem se dispuser a sair da zona de conforto e a fazer uma incursão por sua obra com certeza vai encontrar muito material capaz de produzir importantes insights.

De todos os seus livros o que mais me agrada, ao menos por enquanto, é o que empresta o título a este post“Perca o Medo de Decidir”.

O ego não quer perder

O maior entrave para as tomadas de decisão acontece porque na burrice do ego escolher é perder, enquanto a lógica diz que, ao contrário dessa crença estúpida, não se ganha nada enquanto uma escolha necessária não seja feita. Vou exemplificar com algo bobo, e você faz o exercício de ampliar o exemplo para algo mais “importante” (entre aspas, porque se alguma coisa não é real tampouco pode ser mais ou menos importante que outra que também não é real).

Imaginemos uma criança que precisa escolher qual guloseima lhe será concedida: sorvete ou algodão doce.

Se eu fosse a criança em questão não teria dúvidas de que preferiria o sorvete, mas imaginemos que ela goste tanto de um quanto de outro.

Provavelmente esta decisão será muito difícil para a criança, porque em vez de focar no benefício (de ganhar o sorvete ou de ganhar o algodão doce) ela vai focar na perda implícita: se escolher o sorvete perde o algodão doce, e vice-versa.

Eis o modelo de pensamento do ego.

É importante estar consciente deste mecanismo egoico. E ante qualquer dúvida ou dificuldade de decisão focar esforços no benefício da escolha, nem que seja o de sair da indecisão.

Afinal, a única escolha “errada” é optar pelo medo em vez de pelo Amor. Mas até mesmo essa escolha pode ser refeita, sempre, o tempo inteiro.