O que é o “Sonho?”

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Depois de algum tempo estudando e praticando os exercícios d‘UCEM a gente assimila o conceito do “sonho” de que o Curso fala o tempo todo. Entretanto, para quem vem se informando em outras fontes, ou encontra textos que presumem que a pessoa  saiba o que o conceito significa, pode haver alguma confusão.

O ser humano gosta de aprender por metáforas, e o próprio Mestre Jesus enquanto encarnado aqui na Terra sabia bem disso, e as utilizava como uma de suas mais eficientes ferramentas de didática.

Gary Renard (veja: Os Livros de Gary Renard, aqui nesse blog) usa uma metáfora muito simples e clara para explicar o “sonho”, e vou relatá-la aqui com minhas próprias palavras.

A Realidade é que só existe a Unidade entre Pai (ou Deus) e Filho; a “Santíssima Trindade” se completa com o Espírito Santo, que é a voz de Deus falando diretamente ao Filho, nessa perfeita Unidade.

Mas se é assim, como explicar nossos corpos, nossos sentimentos, sensações, as outras pessoas, a natureza, as construções, o universo em si?

Lembre-se que noite passada você dormiu, e sonhou uma duas, três ou mais vezes. Na verdade, você provavelmente lembra de um ou dois sonhos, mas teve muitos mais.

Da mesma forma, nós estamos aqui sonhando que vivemos, trabalhamos, sofremos, alegramo-nos, experimentamos emoções variadas; sonhamos que nascemos, crescemos, envelhecemos, desencarnamos, encarnamos novamente em novos corpos de bebês; que gastamos tempo entre uma encarnação e outra, que experimentamos outros mundos, e por aí vai.

Assim como os sonhos que tivemos enquanto dormíamos não são parte da realidade (de nosso corpo) mas enquanto estamos sonhando eles para a mente parecem totalmente reais, assim também são as diversas encarnações com suas experiências atreladas do ponto de vista da realidade da Unidade entre Pai e Filho: um sonho que quando acaba não tem mais a menor importância.

Vamos falar disso de outra forma.

Imagine que você seja um adulto, pai de um filho ou filha pequena, de no máximo quatro anos de idade. E você está observando sua criança adormecida, com aquela carinha que só as crianças dormindo conseguem ter. De repente você vê a criança se virando na cama, se remexendo, respirando pesadamente, revirando os olhinhos nas órbitas. Não há dúvidas: a criança está sonhando, e o sonho não é agradável; ela está reagindo aos eventos circunscritos apenas à sua mente, e não a eventos ditos reais.

A menos que você seja um pai doido, você não vai lá sacudir a criança para arrancá-la de seu sonho, pois sabe que isso a aterrorizaria mais; sequer seria possível prever a extensão dos danos de uma atitude como esta para ela.

O mais provável é que você se acerque da criança em sofrimento e diga coisas gentilmente para ela, tais como:

É só um sonho. Não se preocupe. O que você está vendo não é real. Até parece que é, mas não é de verdade. São apenas imagens da sua mente; é só a sua imaginação. E se você pode ouvir minha voz exatamente agora, então você já está começando a despertar.

A Verdade não está no sonho. Tampouco a Verdade é o sonho. Mas ela pode ser ouvida no sonho, e pode lenta e gentilmente acordar você. Assim como a criança ouve a voz paterna e se acalma, convertendo seus pesadelos em fantasias mais prazerosas, também nós, como o Filho de Deus que somos vamos nos conscientizando da Realidade, da Comunhão com o Pai, e vamos lenta e suavemente despertando, até chegar à experiência definitiva do Amor de Deus, quando então saberemos novamente quem somos e o sonho se desfará, por já não ser mais necessário.