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Desrespeito e#Medo

Recentemente o mundo tem visto progressos notáveis no que tange o respeito aos direitos das minorias, sendo que o evento mais recente (até o momento) é a aprovação do casamento igualitário (vulgo "casamento gay") nos cinquenta Estados dos Estados Unidos da América.

As pessoas de bom senso ao redor do mundo comemoraram, primeiro porque um grande número de pessoas passa a ter um pouquinho a mais de dignidade em seus relacionamentos, ao ter reconhecido um direito que jamais deveria ter-lhes sido negado (o de casar com a pessoa que amam); e segundo porque é inegável a influência que os Estados Unidos têm no restante da sociedade ocidental (e na oriental também, sejamos francos).

Mas nem tudo são flores, e há um número imenso de pessoas que simplesmente não conseguem aceitar que indivíduos "diferentes" tenham os mesmos direitos que elas, e exalam seu ódio amparadas por suas interpretações parciais e tendenciosas dos textos bíblicos.

Esse expediente não é novo: no século retrasado os negros não eram considerados humanos, e a escravidão era "amparada" pelos textos do Levítico. Até as primeiras décadas do século XX as mulheres eram consideras inferiores, e não tinham nem mesmo direito a voto.

O que estes fascistas disfarçados de "religiosos" fazem com as pessoas que calham de ter ou desejar ter relacionamentos especiais com outras do mesmo sexo é uma reedição dos horrores de antanho. O mesmo sentimento de ridículo que as gerações atuais têm ao ver imagens como a da fotografia acima (uma manifestação pedindo a proibição de casamentos inter-raciais) será o que gerações futuras terão ao tomar ciência das atitudes absurdas de quem tenta negar a outros seres humanos o direito de, apenas, ser quem são.

A Dor e o Medo

Um estudante d'UCEM, contudo, não pode esquecer que as pessoas ainda estão, em geral, muito identificadas com o ego, e por conseguinte muito sujeitas à influência do que Eckart Tolle chamou de “o corpo de dor.”

Esse sofrimento que as pessoas insistem em infligir ao outro é meramente um reflexo de seu corpo de dor, que as faz reagir com agressão e ódio a qualquer coisa que uma percepção distorcida e limitada possa reconhecer como "provocação."

Em vez de ódio, o de que essas pessoas precisam embora pareçam não merecer é que direcionemos a elas — porque elas são nós mesmos — o mais puro amor que tivermos a oferecer, isento de julgamentos (elas mesmas já se julgam e isso fica evidente porque só o que projetam sobre o outro é julgamento).

Não que seja fácil, mas é necessário.

A Oração do Perdão

Este estudante d'UCEM tem se beneficiado com a Oração do Perdão ensinada nos livros de Gary Renard:

Eu sou (ou Você é, ou tal pessoa é) o Cristo puro e inocente. Tudo está perdoado e liberado.

Outra atitude que nos tem ajudado bastante é pedir a ajuda do Espírito Santo para perceber o outro da mesma maneira como o Cristo a percebe. Os efeitos são assustadores para o ego, pois quando vemos o semelhante da mesma forma que o Cristo (ou o ES) o vê, desenvolve-se um sentimento de compaixão e tolerância porque a pessoa passa a compreender que não há separação, e que amar o próximo é meramente reflexo de amar-se a si mesmo.