“Crianças fazendo coisas de adultos”

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A TV mexicana vem divulgando um vídeo que por lá vem causando bastante polêmica. A ideia original do vídeo é mostrar crianças fazendo coisas típicas de adultos, e alertar para o futuro do país.

Veja o Vídeo no Youtube (porque é impossível de reproduzi-lo aqui, por limitações impostas pela entidade detentora dos direitos autorais da obra).

Atualização: o vídeo está novamente disponível para incorporação em páginas de terceiros.

Entretanto, um estudante d’Um Curso Em Milagres pode enxergar uma metáfora bastante clara nas sequências acima.

A premissa básica do Curso atesta que na verdade não existe pecado, não existe culpa, não existe nada, porque só o Amor de Deus é real; tudo o mais é mera projeção do sonho do Filho de Deus. Deste sonho é que surgiu a “culpa original” (palavras minhas) com o surgimento do ego.

É muito comum que as pessoas identifiquem a inocência apenas ao ver animais e crianças. Na verdade, é a inocência de cada um que fica refletida nestes seres, pois ninguém é capaz de reconhecer no outro uma característica que não seja sua própria.Assim, ao vermos no filme crianças engajadas em atividades tipicamente de adultos, como trabalhar, ganhar dinheiro, roubar e traficar, entre outros, podemos extrapolar a informação: uma vez que todos os tempos e espaços já aconteceram, e cada um de nós está apenas relembrando uma determinada encarnação; isso faz com que nunca tenhamos deixado de ser criança (somos crianças tanto quanto somos adultos, é uma situação tão real — ou irreal — quanto qualquer outra de natureza egoica).

E quando você vê crianças cometendo desatinos e disparates fica claro que elas só podem estar brincando, não há culpabilidade alguma naquela brincadeira.

E assim evidencia-se a aplicação do perdão: assim como é óbvio que as crianças do filme estão apenas vivenciando uma fantasia, é óbvio que toda a nossa experiência no corpo tampouco é real. E assim sendo, fica fácil de entender por que o UCEM diz que toda situação é uma oportunidade para o perdão: porque toda situação é irreal.