Carnívoro, Vegetariano, Iluminado Espiritual

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Não sou tolo de dizer que seres humanos e animais devem receber o mesmo tratamento, mas tampouco sou tolo de achar que qualquer ser existente seja menos do que eu mesmo, tanto quanto meu irmão em humanidade.

Quando me propus começar a escrever este blog, assim do jeito que ele está (sem compromissos com frequência, com tamanho ou formato de texto, sem definição rígida de pauta, nem de nada), um medinho fez casa em mim: e se eu escrever alguma besteira no decorrer do caminho, se eu fizer um comentário que não esteja correto?

Baseado no princípio de que isto a que chamamos “realidade” na verdade é um sonho, um delírio, e que na realidade eu sou Amor, como nunca deixei de ser, presumo que também a sabedoria está toda em mim, basta eu acessá-la ou não. As limitações desta dimensão podem dificultar ou facilitar o acesso à sabedoria, pouco importa, mas o fato é que se eu tiver o coração puro ao dizer algo aqui, o máximo que pode acontecer é eu ter que consertar o erro no futuro.

Voltando à vaca fria (trocadilho intencional, lamento se ficou sem graça): ouço muito por aí argumentos de adeptos à alimentação vegetariana hostilizando quem consome carne, não raro chamando-nos de criminosos, assassinos, e outros termos pejorativos que, como sei que não sou nada disso, nem registro; da mesma forma, é muito comum os carnívoros hostilizarem os vegetarianos, duvidarem de sua inteligência, fazerem piadas sobre o sofrimento dos vegetais, e por aí vai.

O fato é que tudo não passa de uma questão de escolha (só que não, mas para o contexto de que falo a ideia é válida) e crenças. Se a pessoa acredita que comer carne é um crime, então é; se ela acredita que só o vegetarianismo promove uma alimentação compatível com a elevação espiritual, então é.

O que importa, realmente, é que as escolhas da pessoa, não só com relação à alimentação, não sejam fatos geradores de culpa (ou que sejam, mas que não esqueçamos que somos brindados o tempo todo com oportunidades para o perdão).

De minha parte, tenho profundo respeito a toda a Criação. Não sou tolo de dizer que seres humanos e animais devem receber o mesmo tratamento, mas tampouco sou tolo de achar que qualquer ser existente seja menos do que eu mesmo, tanto quanto meu irmão em humanidade.

Quando, no almoço ou no jantar, tenho a oportunidade de degustar um belo bife, um churrasco, ou peixe assado, frito, ensopado, ou qualquer outra carne, silenciosamente faço uma sincera prece agradecendo ao animalzinho que deu sua vida para que eu pudesse desfrutar daquela refeição.

Em outras palavras, já estou perdoado por gostar de comer carne. O que é ótimo, pois não me desgastando em culpa cada vez que vou a um churrasco, sobra mais energia para prestar atenção em outras oportunidades de perdão, provavelmente bem mais difíceis de trabalhar. Afinal, o maior problema nem é o que entra pelas nossas bocas, e sim o que sai.