Ame os seus inimigos

  1. Acordar para J
  2. Ame os seus inimigos

Uma das maiores dificuldades que este estudante d’UCEM encontra diariamente diz respeito a amar seus inimigos.

Hoje uma conhecida no Facebook, publicou uma daquelas imagens de autoajuda dizendo, basicamente:

Ame seus amigos e reze pelos seus inimigos.

Achei muito engraçado no início, e muito triste em seguida, ao analisar o que estava nas entrelinhas da mensagem dela.

“Ame seus amigos” é a parte fácil. Como toda emoção boa ela serve — para fins de trabalho de autoconhecimento — para fazer com que a pessoa se sinta melhor, tenha um refresco do trabalho de observar e investigar a própria dor.

Entretanto, “reze pelos inimigos” pode até parecer ser algo positivo, mas semanticamente está excluindo os inimigos do amor. Pior ainda, está sugerindo que a gente reze pelos inimigos, de modo a passar para Deus, Jesus, os santos, os espíritos de luz, ou para quem for, a tarefa de amá-los como a nós mesmos!

Todos nós sabemos que perdoar os inimigos (o que teria por consequência amá-los) não é coisa fácil. Mas tampouco precisamos ter o objetivo de sair perdoando em série (seria ótimo se conseguíssemos, mas a frustração de não atender à expectativa seria um prato cheio para o ego), basta que saibamos acolher o outro como um irmão cuja essência é igual à nossa própria (ver Da Arrogância do Perdão neste mesmo blog).

Pode não ser o ideal, mas com certeza é melhor do que fingir que está tudo bem e usar a desculpa da prece para continuar odiando.