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A coisa mais#importante

Certa vez perguntaram a um mestre Zen qual era a coisa mais importante. Com um olhar espantado ele respondeu:

— Naturalmente, a coisa mais importante é saber qual é a coisa mais importante!

Quando li sobre essa passagem o autor do texto meio que falava nisso como uma piada, mas eu honestamente não alcanço o aspecto cômico que possa existir aí.

De fato, se a pessoa não sabe qual é a coisa mais importante para ela, todo o resto deixa de ter significado, porque falta um parâmetro de comparação.

Eu tenho uma visão clara do que seja a coisa mais importante, mas não vou direto ao ponto porque um pouco de contexto ajudará a entender melhor.

Sabemos que cada um é o único responsável pelas experiências de vida que cria para si mesmo. Eu pelas minhas, você pelas suas, aquele político de quem não gostamos pelas deles, aquela atriz de quem todos gostam pelas delas, e assim com cada ser.

Assim sendo, deveríamos ter o hábito de dizer a nós mesmos, a cada experiência vivida: "eu crio isso para mim mesmo".

E aí poderemos parar de fazer conosco próprios coisas que resultam em experiências que não apreciamos, ou dito de outra forma podemos parar de criar experiências ruins para nós próprios.

Assim, a coisa mais importante é saber que se é o único responsável pelo que acontece na própria vida.

Ser feliz ou ter sucesso?

O que é mais importante: ser feliz ou ter sucesso? Ou: ser feliz ou ter razão? Ou: ser feliz ou ser qualquer outra coisa em que possamos pensar?

Mentes mais vaidosas certamente vão argumentar que "parte de ser feliz é ter razão", ou qualquer bobagem assim. Se for o seu caso, vamos fingir que não aconteceu e ser honestos daqui por diante e admitir que ser feliz é mais importante do que ter ou ser qualquer outra coisa.

Uma anedota que tem circulado pela Internet diz algo assim:

Dois amigos se encontram, e um diz ao outro:

— Rapaz, descobri a fórmula da felicidade; é só não discordar de ninguém nem entrar em conflito.

— Ah, não, não é bem assim como você está dizendo.

— Tem razão, não é bem assim.

A piada tem um significado mais profundo, que condiz com o que quero falar aqui. O personagem que descobriu o segredo da felicidade entendeu que ele é quem cria suas experiências de vida, e que um certo tipo de experiência ruim pode ser evitado simplesmente evitando o confronto de ideias.

Mas podemos ir além, aprendendo a desenvolver uma atitude "copo meio cheio", procurando dissociar condições do mundo da nossa percepção de felicidade.

Afinal, cada um cria seu próprio universo, não é mesmo?