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A Arte de#Calar

Não tem sido nada fácil (e quem me acompanha pelas redes sociais é testemunha disso) manter-me dentro do objetivo de aprender e praticar a chamada "comunicação não violenta." Por qualquer coisa eu explodo, fico com raiva da pessoa antagonista, projeto nela toda minha sombra e não raro dou um jeito de puni-la, nem que seja com um block para que ela não possa mais acompanhar minhas opiniões online.

Hoje presenciei uma discussão educada mas totalmente infrutífera: um amigo (ateu, não crê em existência além do corpo, mas ao mesmo tempo generoso, tolerante, empático) comentou alguma coisa sobre a suposta finitude da vida, e como todo o sentido da vida é a própria morte, por ser o fim de tudo; um amigo dele, espiritualizado e declaradamente simpatizante do Kardecismo fez seu contraponto comentando sobre a suposta "missão" do espírito, baseando seu argumento nos conceitos de reencarnação, Karma, etc.

Senti-me extremamente tentado a entrar de sola na discussão (que, afinal, era pública) e "iluminar" os cidadãos com uma demonstração de meus conhecimentos d'UCEM, sobre o sonho e tudo o mais. Felizmente não o fiz.

Acontece que cada ser tem seu próprio tempo e ritmo de evolução, e isso não faz nenhum melhor ou pior que o outro. Se a pessoa já está em um estágio de consciência mais ampla ela tem que respeitar seus irmãos que estão ainda, supostamente, "atrasados."

Porque forçar uma pessoa a entrar em contato com uma consciência que ela não deseja ou para a qual ainda não está preparada é desrespeitar, é violentar a inocência alheia. E se isso é ruim para quem sofre também é ruim para quem pratica. Afinal, somos todos Um.

Claro que alguém pode me perguntar por que, então, mantenho este espaço para falar sobre minhas crenças, para registrar o caminho que faço como estudante de Um Curso Em Milagres. Ora, muito simples: quando publico uma página aqui não estou interrompendo a discussão de outras pessoas para despejar minhas crenças sem ter sido chamado. Este é o meu espaço para manifestar o que quiser, e não chamo ninguém para ler o que escrevo. Mas é claro que fico muito feliz que haja leitores, principalmente quando posso fazer alguma diferença na vida destes, nem que seja suscitando algo em que pensar, para concordar ou discordar.

O assunto não é novo aqui. Já falei sobre a mesma coisa em Formas Sutis de Abuso de Confiança. Se quiser dar uma olhada lá fique à vontade.