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Como funcionam as alianças#de poder

Outro dia estava eu em uma lanchonete aguardando para ser atendido. À minha frente um grupo de quatro jovens com idades variando, imagino, entre 15 e 18 anos. Ostentavam a alegria típica de adolescentes que não precisam ter nenhum tipo de preocupação a não ser ir bem nos estudos, bem vestidos e usando roupas da moda.

Num dado momento um deles se afastou, e dois dos outros começaram a falar mal de alguém (talvez do que se afastou). O quarto jovem então lhes disse, e eu ouvi:

— Tá ligado que quando 'cês se unem para falar mal do fulano está rolando uma aliança, né? Uma aliança egoica. Vocês fortalecem um ao outro diminuindo quem não está presente para que possam se sentir mais importantes ou superiores a ele.

Os dois se entreolharam, e olharam para o rapaz meio sem entender de onde vinha a pancada de luz.

— Não que tenha problema em fazer isso, afinal a fofoca e a maledicência também são transitórios. Mas é sempre bom estar consciente do que se está fazendo. Façam suas alianças como quiserem, mas estejam conscientes delas.

Como eu não havia sido convidado a participar da conversa que eles travavam em um local público

Voto de Silêncio:#uma abordagem prática

Diversas correntes religiosas, entre as quais o Budismo e diversas ordens de viés cristão, empregam o assim chamado "voto de silêncio" como parte de seu conjunto de práticas.

Algumas ordens religiosas impõem o silêncio absoluto em favor da contemplação; outras requerem silêncio em horários e locais específicos, variando a rigidez com que esta regra tem que ser seguida.

Qualquer um que queira pode, contudo, fazer um "voto de silêncio" menos rígido mas muito poderoso como ferramenta de transformação do mundo. Basta que a pessoa preste atenção em si mesma antes de falar o que quer que seja, e só verbalize se for para expressar:

  • algo oriundo de seu coração;
  • algo que possa trazer apenas o bem a todos, em vez de qualquer forma de agressão.

Na verdade, se uma palavra vier realmente do coração ela não causará nenhum tipo de dano, não será nenhum tipo de agressão. Mas como é comum à maioria das pessoas, não importam suas boas intenções, confundir emoções (que são mentais) com sentimento (que é do coração) achamos útil deixar as duas sugestões listadas.

Se cada pessoa que realmente tem o desejo de tornar-se melhor, de dar o seu melhor ao mundo — seus semelhantes, e toda

Conheça o método#Tá e Daí?

Uma das primeiras lições do "Livro Azul" (como carinhosamente chamo UCEM) nos dá a consciência de que cada coisa no universo só tem o sentido que nós próprios damos à coisa.

É claro que não tenho intenção nem pretensão de "consertar" nada no texto d'UCEM, mas desde a primeira vez que passei por esta lição achei que tinha algo ali de que o ego poderia apropriar-se para, como é comum, impedir que uma consciência chegasse à alma como esperado.

Lendo outros textos relacionados acabei criando o que chamei de método "Tá e Daí?" (propositalmente grafado desta forma).

O Método "Tá e Daí?"

O "Tá e Daí" é realmente muito simples de ser utilizado. Basta que a pessoa pare depois de acontecer qualquer coisa e pergunte a si mesma: "tá, e daí?".

O pneu do carro furou. Tá, e daí?

Tive vontade de fazer xixi. Tá, e daí?

Comprei um computador novo. Tá, e daí?

Faleceu um familiar. Tá, e daí?

Ganhei na loteria. Tá, e daí?

Claro que não se trata de apenas fazer a pergunta e deixar pra lá. Você tem que responder honestamente à pergunta.

A prática constante deste exercício fará com que a pouco e pouco vamos

O ódio é mera consequência do#medo

No início do ano passei por uma experiência deveras interessante: fiz uma viagem de avião praticamente o tempo inteiro ao lado de uma das pessoas que mais me causam ojeriza social. Com o objetivo de preservar-me quanto a processos injustos no futuro vou suprimir o nome do deputado pastor em questão, mas tal informação de maneira alguma fará falta para a compreensão do que quero dizer.

Quando cheguei ao quiosque eletrônico da companhia aérea para fazer o checkin a referida pessoa estava já ao meu lado, o que me fez rezar para que ficássemos cada um em uma extremidade da aeronave. Ao embarcar não demorei a saber que minhas preces não seriam atendidas, haja vista o cidadão ocupar o assento ao lado do meu. Ao sair do avião tomamos o transporte final, o "onibuzinho" do aeroporto, que nos conduziu à saída (no caso dele, eu ainda faria mais um voo no mesmo dia), e mais uma vez eu fiquei longos minutos a poucos centímetros de distância do religioso parlamentar.

Embora a tentação de fazer uma selfie para depois legendá-la com alguma coisa engraçadinha e bastante ferina sobre sua chapinha ou coisa assim, achei melhor apenas observar a linguagem corporal do

Escolha um caminho e#persevere

Quando eu era criança minha família sofria muito com a falta d'água, e isso que nós somos gaúchos, e não moradores de alguma região árida do planeta.

Perdi a conta das vezes que vi meu pai com uma forquilha de madeira caminhando lentamente sobre nossas terras tentando encontrar o melhor local para perfurar um poço.

Na verdade, nosso poço nunca deu água, até que um dia meu pai resolveu continuar cavando, não importando o quê. Precisou contratar uma empresa especializada em perfuração de poços artesianos, e num dado momento encontraram água cristalina, potável, e nunca mais nossa família sofreu esse tipo de privação.

Quando se está "fazendo o caminho" é tentador querer dominar muitas técnicas de autoconhecimento, de respiração, de magia, ou do que quer que seja.

É um erro. O ego usa essa curiosidade para diluir o esforço, para banalizar tudo que se possa fazer. Ao cabo de um tempo a pessoa já tentou tanta coisa "que não deu certo" que corre o sério risco de se deixar engolir pelo piloto automático.

Se for para se deixar engolir pelo ego, que seja uma escolha consciente, e não mero reflexo da "vítima automática" que cada um tem dentro de si.

A coisa mais#importante

Certa vez perguntaram a um mestre Zen qual era a coisa mais importante. Com um olhar espantado ele respondeu:

— Naturalmente, a coisa mais importante é saber qual é a coisa mais importante!

Quando li sobre essa passagem o autor do texto meio que falava nisso como uma piada, mas eu honestamente não alcanço o aspecto cômico que possa existir aí.

De fato, se a pessoa não sabe qual é a coisa mais importante para ela, todo o resto deixa de ter significado, porque falta um parâmetro de comparação.

Eu tenho uma visão clara do que seja a coisa mais importante, mas não vou direto ao ponto porque um pouco de contexto ajudará a entender melhor.

Sabemos que cada um é o único responsável pelas experiências de vida que cria para si mesmo. Eu pelas minhas, você pelas suas, aquele político de quem não gostamos pelas deles, aquela atriz de quem todos gostam pelas delas, e assim com cada ser.

Assim sendo, deveríamos ter o hábito de dizer a nós mesmos, a cada experiência vivida: "eu crio isso para mim mesmo".

E aí poderemos parar de fazer conosco próprios coisas que resultam em experiências que não apreciamos, ou dito de outra

Resenha de Livro:#Como Conversar com um#Fascista

Comecei a ler um livro: Como Conversar com um Fascista, de Márcia Tiburi (o link leva direto para a página que permite "dar uma olhada" na qual boa parte do livro pode ser lida de graça).

A motivação para ler o livro foi dupla: a indicação de um amigo do tempo de adolescente associada ao fato de que a cada dia vejo mais e mais pessoas com atitudes fascistas, embora elas próprias não admitam isso --- o que já é previsto na apresentação do livro, antes mesmo do prefácio.

Na verdade não sei o que eu esperava de um livro com esse título. Talvez técnicas mirabolantes para desmascarar a mentira nos fascistas, e dar uma lição neles ao expor o seu ridículo; ou quem sabe métodos práticos de persuasão, capazes de fazer com que o mais empedernido apreciador do controle pela força amolecesse o coração e passasse a entender da maneira certa (a minha, claro) a importância da democracia e por que ela é o único regime político aceitável.

É claro que isso tudo era só a identificação com o ego, esquecido que eu estava de que não há separação, que fascistas ou não somos todos irmãos.

Então comecei a

A Arte de#Calar

Não tem sido nada fácil (e quem me acompanha pelas redes sociais é testemunha disso) manter-me dentro do objetivo de aprender e praticar a chamada "comunicação não violenta." Por qualquer coisa eu explodo, fico com raiva da pessoa antagonista, projeto nela toda minha sombra e não raro dou um jeito de puni-la, nem que seja com um block para que ela não possa mais acompanhar minhas opiniões online.

Hoje presenciei uma discussão educada mas totalmente infrutífera: um amigo (ateu, não crê em existência além do corpo, mas ao mesmo tempo generoso, tolerante, empático) comentou alguma coisa sobre a suposta finitude da vida, e como todo o sentido da vida é a própria morte, por ser o fim de tudo; um amigo dele, espiritualizado e declaradamente simpatizante do Kardecismo fez seu contraponto comentando sobre a suposta "missão" do espírito, baseando seu argumento nos conceitos de reencarnação, Karma, etc.

Senti-me extremamente tentado a entrar de sola na discussão (que, afinal, era pública) e "iluminar" os cidadãos com uma demonstração de meus conhecimentos d'UCEM, sobre o sonho e tudo o mais. Felizmente não o fiz.

Acontece que cada ser tem seu próprio tempo e ritmo de evolução, e isso não faz nenhum melhor

Desrespeito e#Medo

Recentemente o mundo tem visto progressos notáveis no que tange o respeito aos direitos das minorias, sendo que o evento mais recente (até o momento) é a aprovação do casamento igualitário (vulgo "casamento gay") nos cinquenta Estados dos Estados Unidos da América.

As pessoas de bom senso ao redor do mundo comemoraram, primeiro porque um grande número de pessoas passa a ter um pouquinho a mais de dignidade em seus relacionamentos, ao ter reconhecido um direito que jamais deveria ter-lhes sido negado (o de casar com a pessoa que amam); e segundo porque é inegável a influência que os Estados Unidos têm no restante da sociedade ocidental (e na oriental também, sejamos francos).

Mas nem tudo são flores, e há um número imenso de pessoas que simplesmente não conseguem aceitar que indivíduos "diferentes" tenham os mesmos direitos que elas, e exalam seu ódio amparadas por suas interpretações parciais e tendenciosas dos textos bíblicos.

Esse expediente não é novo: no século retrasado os negros não eram considerados humanos, e a escravidão era "amparada" pelos textos do Levítico. Até as primeiras décadas do século XX as mulheres eram consideras inferiores, e não tinham nem mesmo direito a voto.

O que estes fascistas

Como tornar-se uma pessoa#melhor

Uma das questões que povoam a mente de quem se propõe a "fazer o caminho" (seja lá o que isso signifique) diz respeito a como tornar-se uma pessoa melhor.

O senso comum diz que uma pessoa melhor será aquela que estiver livre das frustrações, que seja gentil, amorosa, que saiba tolerar outras pessoas e que tenha como característica espalhar esta "luz" a todos de quem se aproximem de tal ente iluminado (ou quase).

Em Inglês há uma expressão que pode ser uma excelente fórmula para a pessoa que quer tornar-se uma pessoa melhor: fake until you make it (finja até realizar).

Não se trata de fingir no sentido de mentir deliberadamente, mas sim de ter atenção sobre as emoções que ocorrem em nossa mente e agir e reagir de acordo com o que desejamos ser, e não de acordo com o que ditam as emoções.

Se não conseguimos ser naturalmente amorosos, polidos, generosos com as outras pessoas, podemos incorporar ao nosso comportamento atitudes que remetam a estes estados de espírito.

São coisas muito simples, mas que têm potencial para mudar vidas, como por exemplo:

  • ouvir atentamente as pessoas com quem conversamos;
  • estar inteiramente ao dispor daqueles que nos procuram ou